terça-feira, 23 de fevereiro de 2010



"Estou a conversar com o homem no espelho,
Estou a pedir-lhe que mude seus modos,
Muda os teus modos!
E nenhuma mensagem poderia ter sido mais clara:
Se queres fazer do mundo um lugar melhor,
Muda!
Eu vou fazer uma mudança,
Vai ser bom de verdade!
Vamos!
Muda...
Apenas levanta-te,
Tu sabes.
Tens de parar isto,
Tu mesmo!
Sim! Faz aquela mudança!
Eu tenho de fazer aquela mudança, hoje!"

Mudar a percepção sobre os animais

“Eu não sei porque te perturba tanto, são apenas animais."

Quantas vezes já ouviram isto? A crença presente nesta frase – a ideia de que os animais são apenas animais – tem de ser combatida, desmascarada e abolida. Os animais não são supérfluos objectos para o nosso uso. Os animais não são “coisas” feitas para os humanos! O problema é mudar esta percepção, esta ideia embutida em muitas pessoas. Antigamente, utilizava-se os animais como um meio, um recurso com determinado objectivo – a nossa alimentação. Esta maneira de encarar os animais perdura até aos dias de hoje.

Pois, ao contrário do que parece, mudar percepções é extremamente difícil, delicado e arriscado. As pessoas raramente estão dispostas a repensarem as suas ideias, a ouvirem o outro. Somos um ser de hábitos e ficamos desorientados quando estes são quebrados.

Acostumamo-nos, não queremos pensar. E sem isto é impossível mudar seja o que for. Bertrand Russell, um dos mais influentes matemáticos, filósofos e lógicos que viveram no século XX, escreveu “Poucas pessoas pensam, a maioria das pessoas preferiria morrer do que pensar, e a maioria delas na verdade fazem exactamente isso.” Sem mudança (algo elementar) os animais vão continuar a serem alvo de maus-tratos e de desconsideração. Todas as acções, todas as actividades, como campanhas, manifestações e petições são muito importantes para se conseguir mudar. Porém, isto não chega, infelizmente, como se pode ver.

Valores, direitos, leis têm de ser alterados. Devemos mostrar às pessoas o que transcende os animais. Porque os diferenciar tanto de nós? Somos todos seres vivos. Cada criatura é um ser sensível que vale por si próprio e não pelo que nos pode dar em troca ou pelo uso que possamos dar a esse ser.